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Lino de Albergaria lança dois livros

Escritor mineiro Lino de Albergaria lança os volumes 2 e 3 da série “Pio Paulo” e celebra o marco de 100 obras publicadas 

Os livros “Pio Paulo e a Passagem Secreta” e “Pio Paulo e o Olho Grego” dão continuidade à saga do personagem infanto juvenil, que será contada em sete títulos. 

O lançamento acontece no dia 13 de setembro, na Livraria Jenipapo.

O autor Lino de Albergaria lança os livros “Pio Paulo e a Passagem Secreta” e “Pio Paulo e o Olho Grego”, na Livraria Jenipapo, em Belo Horizonte. As obras dão sequência ao primeiro volume da série infantojuvenil protagonizada por Pio Paulo, um adolescente curioso e cheio de iniciativa que atua como braço direito da delegada Stael Rosa – casada com o professor de português de Pio, Estélio. Os lançamentos marcam também um feito importante na trajetória do já consagrado autor belorizontino, o centésimo livro publicado de sua carreira, fortemente dedicada à literatura para crianças e jovens. “O ponto de partida é sempre minha imaginação, que deixo livre para explorar histórias de mistério e aventura, no caso, buscando interessar o leitor adolescente”, conta Lino de Albergaria.

Sinopses:

Pio Paulo e a passagem secreta (volume 2): Pio Paulo e seus amigos participam de uma nova aventura, incluindo o desaparecimento de um novo colega e a revelação de uma passagem secreta. Reaberta misteriosamente, ela reintroduz um objeto roubado num museu, que vai funcionar como um mapa para localizar um tesouro desaparecido. A ajuda de Pio Paulo é fundamental para a delegada Stael Rosa esclarecer o caso.

Pio Paulo e o olho grego (volume 3): A delegada Stael vai contar com a ajuda decisiva de Pio Paulo para confrontar ladrões internacionais. As confusões começam com a troca surpreendente de intérpretes da ópera Madame Butterfly, passando por ousados assaltos a joalherias e envolvendo numa situação de perigo uma pacata professora e seu marido aposentado.

Por favor, responda se você irá ou não comparecer no lançamento. É muito importante saber a sua resposta.

Você irá comparecer no lançamento?

Informações:

Lançamento dos livros “Pio Paulo e a Passagem Secreta” e “Pio Paulo e o Olho Grego”

Autor: Lino de Albergaria
 Data: 13 de setembro, sábado
 Horário: 10h às 13h
 Local: Livraria Jenipapo – Rua Fernandes Tourinho, 241, Savassi – BH
 Entrada franca
 Venda on-line: www.editoradimensao.com.br

Aproveite para acessar e se inscrever no canal Youtube de Lino de Albergaria, CLICANDO AQUI

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Infanto-Juvenil: Pio Paulo e o olho grego

PIO PAULO e o olho grego

Autor: Lino de Albergaria
Ilustradora: Semíramis Paterno
Coleção: Os Mistérios de Pio Paulo
Editora Dimensão, 2024
Idade: 10 a 12 anos
Gênero: Novela

Sinopse:
O centésimo livro do autor, explorando um misterioso olho grego e as atribulações envolvendo o elenco da ópera Madame Butterfly, integra a série intitulada Mistérios de Pio Paulo, em mais uma aventura do jovem detetive.

Para adquirir a obra literária, CLIQUE AQUI

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Infanto-Juvenil: Pio Paulo e a passagem secreta

PIO PAULO e a passagem secreta

Autor: Lino de Albergaria
Ilustradora: Semíramis Paterno
Coleção: Os Mistérios de Pio Paulo
Editora Dimensão, 2024
Idade: 10 a 12 anos
Gênero: Novela

Sinopse:
Nesta narrativa de muita ação e mistério, Pio Paulo e amigos continuam enfrentando perigos, sempre ajudando a delegada de polícia a resolver seus casos mais complicados…

Para adquirir a obra literária, CLIQUE AQUI

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Infanto-Juvenil: Pio Paulo e o mistério das coisas

PIO PAULO e o mistério das coisas

Autor: Lino de Albergaria
Ilustradora: Semíramis Paterno
Coleção: Os Mistérios de Pio Paulo
Editora Dimensão, 2024
Idade: 10 a 12 anos
Gênero: Novela

Sinopse:
Pio Paulo, detetive adolescente, envolvendo um incêndio e o roubo de uma obra rara, a primeira edição de Dom Quixote.

Nesta primeira de sete narrativas de ação e suspense, envolvendo o jovem Pio Paulo e sua turma, Lino de Albergaria oferece também ao leitor uma boa dose de humor, a começar pelo nome das personagens.

Para adquirir a obra literária, CLIQUE AQUI

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Antologias – Todos os Saramagos

Todos oos Saramagos

TODOS OS SARAMAGOS
Lino de Albergaria
2022

Ele faria 100 anos em 16 de novembro de 2022, e as páginas lusófonas celebram a escrita deste ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. O escritor português José Saramago é o homenageado desta coletânea de contos, em que 30 autores tomam emprestado seu estilo, cenários, personagens ou incluem ele mesmo na narrativa. Uma publicação para eternizar a data e reaproximar os leitores deste ícone dos livros em língua portuguesa, traduzidos em outras artes, como o cinema e o teatro.

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Antologias – 90 maluquinhos por Ziraldo

90 maluquinhos

90 MALUQUINHOS POR ZIRALDO
Lino de Albergaria
Organização EDRA
Melhoramentos
2022

Com a organização de EDRA, reunimos grandes cartunistas e escritores para celebrar a vida, a obra e a influência de um dos maiores e mais completos artistas da cultura brasileira.

Ziraldo é um artista de muita complexidade, pela imensidão de seu talento, pela sua produção profícua e pela diversidade das plataformas em que ele se expressou, em mais de 70 anos de carreira, e 90 anos de vida.

Reunindo craques do traço e do texto, aos quais somos imensamente gratos pela receptividade e colaboração, essa seleção de 90 cartunistas e escritores faz ecoar mais forte esta homenagem para podermos externar toda a nossa admiração ao mestre, em forma de livro.

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Adulto: O ano da copa

o ano da copa

O ANO DA COPA
Lino de Albergaria
2023

Oito personagens que não se conhecem vivem a Copa do Mundo em Belo Horizonte, desde a longa preparação da cidade para receber os jogos. Nosso selecionado vai caminhando para a final até cair na fatídica partida no Mineirão. Além de sete brasileiros envolvidos nessa jornada, um descendente de alemães se vê dividido entre duas pátrias. Há desde os que são fãs apaixonados do futebol aos que o criticam. Entre jovens e alguns mais velhos, paira a percepção de que também está em jogo a visão que o mundo terá de nós no futuro. O ano da Copa é uma ficção sobre como moradores de uma cidade, bem diferentes entre eles, acreditaram ou duvidaram de que a experiência daqueles dias levaria a uma transformação em suas vidas. O mundo estava aberto para abraçar o Brasil quando o sonho acalentado se tornou um pesadelo. Por quanto tempo esse momento ainda vai abalar nosso ânimo coletivo?

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Folha de São Paulo

Texto colaborativo para a Folha de São Paulo

O autógrafo impossível

Texto publicado na Folha de S. Paulo (Caderno Ilustríssima)
Rio de Janeiro, 1985

LINO DE ALBERGARIA
04/10/2015 03h15

Mineiro arraigado, houve momentos, em meus 30 anos de vida literária, em que deixei Belo Horizonte. A primeira vez para estudar editoração em Paris, onde morei entre 1978 e 1981. As outras cidades que me abrigaram foram São Paulo e Rio de Janeiro para trabalhar editando livros infantis e juvenis, entre os anos 1980 e 1990.

Nessas aventuras em outras terras, ao mesmo tempo em que sentia a nostalgia de Minas, tive alguns encontros fortuitos e, de certo modo, insólitos, com pessoas muito conhecidas. Nada que se compare a algumas relações profissionais que contribuíram para impulsionar meu conhecimento ou minha experiência. Por isso, persistem como flashes isolados no depósito desorganizado de minhas lembranças.

Em Paris, enquanto descobria o mundo e uma profissão, li pela primeira vez Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, e tinha como livro de cabeceira a Poesia completa e prosa, de Carlos Drummond de Andrade, da Companhia José Aguilar Editora, em papel fino e encadernação de couro verde, com a assinatura do autor em tinta dourada na capa.

Um domingo, na região do bulevar Saint-Germain, reconheci brincando numa praça com um garotinho que podia ser seu neto, mas tinha ares de filho, o ator Klaus Kinski, cujas fotos estavam nas propagandas do metrô, caracterizado como Nosferatu, na versão de Werner Herzog, acabando de estrear nos cinemas. Estranhei que a primeira celebridade com que esbarrei na vida se associava a um impressionante vampiro, mas ali era uma criatura bastante prosaica.

Em São Paulo, anos depois, quase me assustei com o cidadão que se assentou ao meu lado no ônibus em plena luz do dia, mas próximo ao Cemitério da Consolação. É que tomei conhecimento de sua presença pelas unhas enormes e em forma de curva, algumas quebradas e cortadas. Era o ator e cineasta Zé do Caixão, lembrando o quanto me intrigam fantasmas e assombrações, com certeza uma herança dos velhos casos ouvidos na infância.

Mais tarde, no Rio, esgotada minha cota de vampiros, estava no correio de Copacabana para mandar algumas cartas para Belo Horizonte. Na véspera, tinha estado na casa de minha prima Consuelo Albergaria, estudiosa das obras de Guimarães Rosa e Cornélio Penna, e um de nossos assuntos tinha sido sobre os mineiros, escritores, que tinham se mudado para aquela cidade. Drummond, claro, fora mencionado.

Pois não era ele, à minha frente na fila? Magro e míope como na foto do livro, o livro que lamentei não ter comigo naquele momento. Seria a grande desculpa para nos falarmos, mas a situação e o temperamento do homem não ajudavam. Ele tinha nas mãos um formulário de telegrama, que escondeu ao perceber meu olhar indiscreto sobre o que ele havia escrito. Eram apenas votos de felicidades a propósito de algum casamento, algo tão trivial quanto Klaus Kinski brincando com o filho numa pracinha em Paris.

“Poeta!” – um homem gritou lá do começo da fila. Drummond não respondeu e parecia muito contrariado por ter sido identificado, com todos os olhos se dirigindo para sua figura tímida. O homem lhe ofereceu o lugar à sua frente e ele hesitou, não querendo furar fila. Finalmente, antes que mais alguém o abordasse, tomou coragem, aceitou a oferta, foi atendido e escapuliu, apressado, para a Avenida Copacabana.

E lá se foi, sumindo visualmente da minha vida, o autor da “Canção da moça-fantasma de Belo Horizonte”, aquela que, segundo o poeta, sem carne por baixo do vestido, nunca foi deste mundo.

Se não possuo o autógrafo feito de próprio punho, ainda tenho a reprodução de sua assinatura no velho volume, a lombada gasta, as páginas já ficando amarelas.