Resenhas

O Ano da Copa

Resenha: @livros_do_vitao

“O Ano da Copa”, de Lino de Albergaria, foi uma leitura que me surpreendeu do começo ao fim. Embora tenha a Copa do Mundo de 2014 como pano de fundo, o livro está muito mais interessado nas pessoas do que no futebol. Cada conto, por exemplo, apresenta personagens comuns, com sonhos, medos, frustrações e expectativas, mostrando como um mesmo acontecimento pode ser vivido de formas completamente diferentes.

O que mais admirei foi a maneira como o autor transforma situações aparentemente simples em histórias cheias de significado. Para exemplificar, contos como “Ciclista” e “Na praça” mostram o entusiasmo de quem acreditava que aquele era um momento de transformação para o país, enquanto “Clientela” apresenta uma realidade completamente diferente, revelando como cada personagem enxerga a Copa a partir da própria vivência.

Também gostei muito de como Lino constrói personagens tão humanos. De certa forma, eles erram, sonham, criam expectativas e precisam lidar com decepções, mas nunca deixam de parecer reais. Em vários momentos, tive a sensação de estar observando pessoas que poderiam ser meus vizinhos ou conhecidos.

Outro aspecto que me conquistou foi a ambientação. Belo Horizonte não serve apenas de cenário: a cidade ganha vida e participa das histórias, tornando a leitura ainda mais envolvente. Além disso, a escrita é fluida, sensível e repleta de pequenos detalhes que fazem toda a diferença.

O mais interessante é que, mesmo sendo uma coletânea de contos, existe uma unidade muito forte entre as narrativas. Aos poucos, percebemos que todas elas dialogam entre si e constroem um retrato emocionante de uma época marcada por esperança, euforia, mudanças e amadurecimento.

Terminei a leitura com a sensação de que este não é um livro sobre futebol, mas, sim, um livro sobre pessoas. E, justamente por isso, é uma obra que emociona, que provoca reflexões e que permanece na memória do leitor.

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O enigma da chuva e a dança dissonante dos ex

Resenha feita para o Suplemento Literário (janeiro-fevereiro de 2019)

“Quem tem medo da imaginação?”

Lino de Albergaria publica seu texto “Quem tem medo da imaginação?”, no site Coletivo Leitor.

Quem tem medo da imaginação?
Por Lino de Albergaria – 27 de fevereiro de 2019

Quando Tolkien escreveu O Hobbit e depois O Senhor dos Anéis, o mundo ressentia o impacto dos conflitos generalizados e aniquiladores que abalaram o século XX. O próprio autor foi combatente na Primeira Guerra Mundial. Muitos acreditaram que a criação de um cenário ficcional complexo e impressionante, mas tão alheio à realidade imediata dos leitores, seria uma compensação às dificuldades de uma época angustiante, de perdas humanas irreparáveis e da insegurança diante do futuro.

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Artigo

Artigo “Shakespeare e os jovens leitores” publicado na revista Presença Pedagógica, vol. 23, nº 133.

Resenha: Gedeão e as lagartas

Resenha publicada no Suplemento Literário de Minas Gerais (maio/junho 2017) sobre o livro de contos de Antônio Carlos Viana “Um jeito de matar lagartas”.